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Aliado histórico de Lula e uma das autoridades chamadas ao palco da cerimônia de lançamento da pré-candidatura do petista ao Palácio do Planalto no sábado, 7, o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), João Pedro Stedile, disse ao programa on-line Na Berlinda, Stedile, que a crise econômica por que passa o país tem um culpado, e não é o ex-capitão, e sim o “capitalismo”. Embora seja claro em seu apoio a Lula nas eleições de outubro, as declarações de Stedile soaram como música aos ouvidos de bolsonaristas.
“Temos que organizar o povo, para então, num governo de mudanças, garantir um programa que de fato enfrente a crise, porque a crise não é do Bolsonaro, a crise é do capitalismo”, disse ele.
Durante a entrevista, o líder sem-terra faz digressões sobre como o capitalismo não consegue, em sua avaliação, produzir mais bens necessários para abastecer a humanidade e como sua deturpação – neste caso avalizada por Bolsonaro – gera crimes ambientais e ataques a terras indígenas.
“Estamos enfrentando a crise ambiental resultante dos crimes que o grande capital comete contra a natureza. (…) É uma vergonha o governo incentivar invasão de terra indígena e pior ainda para fazer desmatamento e para a mineração de ouro, que usa muito mercúrio, contamina os rios e mata a população”, afirmou.
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