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Gabinete paralelo de Moraes comemorou eleição de Lula em 2022: ‘Vitória contra a desinformação’
Por Revista Oeste
- Publicado em 28/08/2025
- 22:37

Em 30 de outubro de 2022, Marco Antônio Vargas e Vitor de Andrade Monteiro agradeceram integrantes do Democracia em Xeque pelo ‘apoio’ durante o pleito
Minutos depois da confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022, o gabinete paralelo do ministro Alexandre de Moraes comemorou a “vitória contra a desinformação”. Isso ocorreu em um grupo com representantes do Instituto Democracia em Xeque, um dos parceiros que realizavam o monitoramento de redes sociais para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As trocas de mensagens obtidas com exclusividade por Oeste mostram que, às 20h07 do dia 30 de outubro de 2022, Fabiano Garrido, do Democracia em Xeque, felicitou a Corte Eleitoral pelo “trabalho incansável em defesa da democracia”.
Em resposta, Marco Antônio Vargas, então juiz-auxiliar de Alexandre de Moraes, escreveu: “Muito obrigado pelo trabalho de vocês, sem o qual não conseguiríamos superar a desinformação”. Na sequência, Vitor de Andrade Monteiro, na época assessor de assuntos internacionais da Secretaria-Geral da Presidência do TSE, enviou mensagem semelhante: “Muito obrigado por todo apoio nessa tarefa tão difícil que é combater a desinformação”.
A última mensagem foi de Beto Vasques, do Democracia em Xeque: “Viva a Justiça Eleitoral. Viva a Democracia. Viva o povo soberano. Viva o Brasil!”.
Cerca de uma hora depois, Beto Vasques divulgou um “boletim extraordinário” sobre a vitória de Lula. Na mensagem, afirmou que eleitores do petista e apoiadores da “frente ampla pela democracia” comemoravam o resultado. Destacou ainda que veículos considerados de direita à época, como O Antagonista e a Jovem Pan, já noticiavam a eleição. Por fim, disse que “cabeças da extrema direita” permaneciam em silêncio e encerrou a mensagem com: “Viva à democracia!”.
Gabinete paralelo de Moraes ajudou a monitorar as redes sociais
Conforme revelado por Oeste, Thiago Rondon, então analista colaborador do TSE, pediu que o Democracia em Xeque rastreasse “discursos perigosos” em mensagens sobre caravanas organizadas para o 7 de Setembro.
Em outra mensagem, Rondon solicita que termos específicos sejam adicionados à “query” — nome dado à consulta de palavras-chave em bancos de dados. No caso, o banco era alimentado por publicações extraídas de aplicativos de mensagem e redes sociais. A lista incluía expressões ligadas ao pleito de 2022 e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.
“Olhando o relatório/metodologia, faço uma sugestão de query para avaliação: (”urnas”) (”urnas eletronica”) (”urna eletrônica”) (”urna digital”) (”eleições presidenciais”) (”eleições 2022”) (”eleições fraudulentas”) (“fraude eleição”)(“fraude eleitoral”)(”fraude nas urnas”) (”fraude nas eleições”) (”urna auditável”) (”urnas auditáveis”) (”urna fraudada”) (”urnas fraudada”) (”prova de fraude”) (”eleição impressa”) (”voto impresso”) (”voto auditável”) (”voto em papel”) (”voto em cédula”) (”voto de papel”) (”votação em papel”) (”votação tradicional”) (”golpe nas urnas”) (”golpe das urnas”) (”golpe na eleição”) (”golpe na votação”) (”golpe nas eleições”) (”cédula de papel”) (”cédula em papel”) (”recibo de voto”) (”anular as eleições”) (”anular os votos”) (”anular a votação”) (”contagem de votos”) (”roubaram as eleições”) (”roubar as eleições”) (”eleições anuladas”) (”eleições brasileiras”) (”inauditável”) (”novas eleições”) (“barroso”) (“fachin”) (“moraes”) (‘tse”) (“tribunal superior eleitoral”) (“tre”) (“pesquisa eleitoral”) (“artigo 142”) (“art 142”) (“interven(ç|c)(ã|a)o militar”) (“eu autorizo”), “GLO”; “Garantia da lei e da ordem”; “Estado de Defesa”; “Estado de Emergência”; “PM and Forças auxiliares”; “Art. 136”; “Art. 137”; “Art; 144”, escreveu Rondon.”

O Instituto Democracia em Xeque monitorava plataformas como X, Telegram e Gettr. Integrantes do instituto também enviavam, com frequência, boletins sobre a movimentação nessas redes, incluindo menções a termos relacionados ao TSE e até a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A solicitação de Rondon para a adição de novos termos para a extração de dados ocorreu logo depois de Beto Vasques, do Democracia em Xeque, enviar relatórios sobre menções a ministros do TSE e do STF e ao 7 de setembro de 2022, que marcou o Bicentenário da Independência. Durante o governo Bolsonaro, a data costumava ser marcada em manifestações de apoio ao mandatário.
O Democracia em Xeque não foi o único parceiro a monitorar o 7 de Setembro. As mensagens obtidas também revelam que a empresa de tecnologia Palver também desempenhava o mesmo papel em cooperação com o TSE, em um segundo grupo.
Algumas das mensagens interceptadas pela Palver traziam críticas a Lula, a Moraes e ao sistema de urnas eletrônicas.
O que é a Vaza Toga
As informações e os documentos divulgados nesta reportagem, obtidos por Oeste com exclusividade, acrescentam novos e graves detalhes aos fatos que começaram a vir à luz a partir das revelações contidas em reportagens publicadas inicialmente pelo jornal Folha de S. Paulo, no que ficou conhecido como Vaza Toga.
As primeiras denúncias foram feitas por Glenn Greenwald e Fábio Serapião, conforme registrado pela Oeste.
Novos documentos comprometedores vieram à tona em apuração de David Ágape e Eli Vieira, publicadas no site Public.
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