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Centro-Oeste registra maior alta de empresas inadimplentes do país em 2026

O número de empresas inadimplentes no Brasil registrou alta de 11,7% em abril de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Indicador de Inadimplência de Pessoas Jurídicas do SPC Brasil, que também aponta crescimento de 1,6% na passagem de março para abril deste ano.

Segundo o levantamento, o avanço da inadimplência foi impulsionado, principalmente, pelas empresas com tempo de atraso entre quatro e cinco anos, faixa que apresentou aumento de 43,2%. Atualmente, o tempo médio de atraso das dívidas empresariais no país é de 27,4 meses, o equivalente a 2,3 anos.

Na análise por setores, a Agricultura liderou o crescimento anual de empresas inadimplentes, com alta de 11,82%, seguida pelos segmentos de Serviços (6,41%), Indústria (5,75%) e Comércio (3,84%). Apesar disso, o setor de Serviços concentra a maior parte das empresas negativadas do país, representando 38,79% do total. Comércio aparece na sequência, com 30,72%.

Regionalmente, o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento no número de empresas inadimplentes, com avanço de 16,21% em relação a abril de 2025. Em seguida aparecem Sul (14,75%), Norte (14,62%), Sudeste (10,20%) e Nordeste (9,45%).

Diante do cenário, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) reforça a importância do planejamento financeiro e da renegociação de débitos como alternativas para evitar o agravamento da inadimplência entre as empresas. A entidade destaca ainda que o aumento dos custos operacionais, juros elevados e dificuldades no fluxo de caixa têm impactado diretamente o comércio e os pequenos empreendedores da região.

O estudo também mostra que, em média, cada empresa negativada devia R$ 7.062,43, distribuídos entre 1,78 credores. Além disso, cerca de 24,71% das empresas possuíam dívidas de até R$ 500, percentual que sobe para 37,85% quando considerados débitos de até R$ 1 mil.

O número de dívidas em atraso também cresceu no período analisado. Em abril de 2026, o avanço foi de 14,14% na comparação anual e de 2,09% em relação ao mês anterior. O setor de Serviços concentrou a maior parte dessas dívidas, respondendo por 75,48% do total registrado no país.

Entre as regiões brasileiras, o Centro-Oeste novamente liderou o crescimento do número de dívidas em atraso, com alta de 19,35%, seguido pelo Norte (18,25%), Sul (16,83%), Nordeste (12,38%) e Sudeste (12,21%).

A CDL alerta que a regularização financeira das empresas é fundamental para manter o acesso ao crédito, fortalecer a economia local e preservar empregos, especialmente em um momento de instabilidade econômica e aumento da pressão sobre os negócios.

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