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A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Rondonópolis realizou, nesta terça-feira (21), uma coletiva de imprensa para apresentar o posicionamento sobre a criação do feriado municipal de São João Batista. Durante o encontro, o presidente Leonardo Resende, afirmou que a CDL não é contrária à fé católica nem à homenagem ao santo, mas defende que uma decisão com impactos econômicos e administrativos seja precedida de estudos técnicos, debate público e transparência.
Segundo Leonardo Resende, a principal preocupação da entidade está na forma como o projeto foi aprovado, sem que fossem apresentados estudos sobre os impactos para o comércio, trabalhadores, serviços essenciais e para o próprio município.
“A CDL nunca foi contra homenagear São João Batista. Somos contra fazer isso sem debate, sem estudo de impacto e sem ouvir quem vai pagar a conta”, destacou o presidente.
Durante a coletiva, a entidade reforçou que um feriado municipal não representa apenas um dia de descanso, mas também gera reflexos na economia local, na arrecadação pública, no funcionamento do comércio e na prestação de serviços. A CDL argumenta que decisões dessa natureza precisam ser fundamentadas em dados técnicos e análises financeiras.
Outro ponto levantado foi a ausência de clareza no texto aprovado quanto à abrangência do feriado, especialmente em relação à iniciativa privada. Segundo a entidade, a indefinição pode gerar insegurança jurídica para empresários e trabalhadores quanto às regras de funcionamento e ao pagamento de horas trabalhadas.
A CDL também defendeu que a homenagem a São João Batista poderia ocorrer em uma data que não comprometesse um dia útil da economia local, como um domingo próximo à celebração, preservando tanto o aspecto religioso quanto a atividade econômica.
Ao abordar o aspecto religioso, Leonardo Resende fez questão de enfatizar que a CDL respeita todas as manifestações de fé e reconhece a importância da tradição católica para a cidade. No entanto, lembrou que, conforme dados do Censo Demográfico de 2022, pouco mais da metade da população de Rondonópolis se declara católica, defendendo que decisões dessa natureza sejam amplamente debatidas para contemplar toda a sociedade.
A entidade também recordou que propostas semelhantes já haviam sido apresentadas anteriormente e rejeitadas pela própria Câmara Municipal, sustentando que a aprovação atual ocorreu sem que as dúvidas técnicas fossem respondidas.
Questionado sobre uma possível judicialização do caso, o presidente informou que a CDL ainda aguarda a sanção do prefeito e que qualquer medida futura será analisada pela assessoria jurídica da instituição, sem antecipar quais providências poderão ser adotadas.
Ao final da coletiva, Leonardo Resende afirmou que a CDL permanece aberta ao diálogo com o Poder Público e reiterou que a entidade continuará defendendo que decisões com impacto sobre a economia sejam tomadas com planejamento, transparência e participação da sociedade.
“Nossa cobrança é simples, transparência, dados e diálogo antes da caneta”, concluiu o presidente da CDL.
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