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Megaoperação Replay prende membros de facção em MT e mira mais de R$ 32 milhões entre bens e bloqueios; veja as prisões

Montagem RGT NEWS

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a Operação Replay, que resultou no cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva contra integrantes e colaboradores de uma facção criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A ofensiva também cumpriu mandados de busca e apreensão, quebras de sigilo e medidas patrimoniais nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Balneário Camboriú, Itapema e Rio de Janeiro.

Coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a operação representa mais uma etapa da ofensiva contra o braço financeiro da organização criminosa, responsável por movimentar milhões de reais e manter a estrutura da facção em funcionamento.

Polícia mira patrimônio milionário da facção

As investigações identificaram um patrimônio estimado em R$ 17,2 milhões, composto por imóveis de alto padrão, terrenos, veículos e motocicletas registrados em nome dos investigados ou de terceiros utilizados para ocultar a origem dos recursos.

Além disso, a Justiça autorizou o bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões, valor relacionado à movimentação financeira identificada durante a investigação. Segundo a Polícia Civil, as medidas têm como objetivo impedir que os recursos continuem financiando as atividades criminosas.

Entre os bens alcançados estão apartamentos de luxo em Itapema e Balneário Camboriú, uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, uma residência de alto padrão em Cuiabá, além de terrenos e veículos.

Líder continuava comandando a facção de dentro da prisão

Um dos principais pontos da investigação revelou que uma das lideranças da organização criminosa, mesmo presa em um setor de segurança máxima do sistema penitenciário estadual, continuava exercendo influência direta sobre a estrutura financeira da facção.

De acordo com a investigação, as comunicações interceptadas mostram que o detento determinava cobranças, autorizava movimentações financeiras, acompanhava prestações de contas e orientava operadores que permaneciam em liberdade.

Os investigadores também identificaram que o mesmo chip telefônico atribuído ao líder foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026, indicando uma estratégia para dificultar o monitoramento das comunicações clandestinas.

Vídeo:

Operação Replay é desdobramento de outras ações

A Operação Replay é resultado da continuidade das investigações iniciadas nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi construída a partir da análise de dados telemáticos, que apontaram a permanência da estrutura criminosa, com divisão de funções, operadores externos, uso de contas de terceiros e ocultação de patrimônio.

Segundo a Polícia Civil, o objetivo da ofensiva é desarticular o núcleo financeiro da organização criminosa, interromper o fluxo de recursos utilizados para manter as atividades ilícitas e responsabilizar todos os envolvidos.


O que foi apreendido na Operação Replay

  • 10 mandados de prisão preventiva;
  • Mandados de busca e apreensão;
  • Quebras de sigilo de dispositivos eletrônicos;
  • Bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões;
  • Patrimônio estimado em R$ 17,2 milhões entre imóveis, veículos e terrenos;
  • Apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina;
  • Veículos registrados em nome de investigados e terceiros.

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