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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso condenou a Abril Comunicações, responsável pela revista Veja, e o Instituto Paraná Pesquisas pela divulgação antecipada da pesquisa MT-02157/2026, levantamento que colocou Otaviano Pivetta à frente na disputa pelo Governo de Mato Grosso. As duas empresas receberam multas individuais de R$ 53.205, somando R$ 106,4 mil.
A pesquisa foi publicada pela Veja às 10h11 do dia 23 de agosto, um dia antes da data autorizada pela Justiça Eleitoral. O levantamento havia sido registrado no dia 18 e só poderia ser divulgado a partir de 24 de agosto, após o cumprimento do prazo legal de cinco dias.
Na decisão, o juiz auxiliar da propaganda Flávio Fraga e Silva apontou que a publicação ocorreu antes do fim do período obrigatório e considerou que a antecipação prejudicou a finalidade fiscalizatória da legislação eleitoral.
A Veja alegou boa-fé, mas a Justiça entendeu que cabia ao veículo conferir no sistema PesqEle a data permitida para publicação. A decisão destaca que a própria matéria citava o registro MT-02157/2026, demonstrando conhecimento de que o levantamento estava submetido às regras eleitorais.
O Paraná Pesquisas também foi responsabilizado. Segundo a decisão, o instituto tinha o dever de manter os dados sob sigilo até o fim do prazo. O fato de os resultados terem chegado à imprensa antes da liberação demonstrou, para o magistrado, falha na guarda das informações.
A reportagem chegou a ser retirada do ar, mas a medida não afastou a irregularidade. Para a Justiça, a infração ocorreu no momento em que os números foram disponibilizados na internet e chegaram ao público.
A representação foi apresentada pela coligação Coração da Gente, que tem Wellington Fagundes (PL) como candidato ao Governo de Mato Grosso. O Ministério Público Eleitoral também defendeu a condenação.
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