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O serralheiro Elias Samuel Delgado, de 26 anos, suspeito de envolvimento no assassinato do professor Breno Humberto de Moraes, demonstrou frieza durante os interrogatórios e não apresentou sinais de arrependimento, mesmo após confessar participação no crime. A informação foi revelada pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios de Cuiabá, após a prisão do investigado, nesta quinta-feira (8).
Segundo o delegado, Elias já estava na mira da Polícia Civil e chegou a prestar depoimento na semana passada. Na ocasião, negou qualquer envolvimento no desaparecimento do professor e entregou voluntariamente seu aparelho celular aos investigadores.
Mesmo sob investigação, o suspeito continuou levando uma vida aparentemente normal, trabalhando e mantendo sua rotina, sem demonstrar preocupação com o avanço das investigações.
A situação mudou nesta quinta-feira, quando os policiais localizaram e prenderam Elias na região do Manso, enquanto ele trabalhava. Inicialmente, o serralheiro voltou a negar participação no crime.
No entanto, os investigadores apresentaram uma série de provas que contrariavam sua versão. Entre elas, imagens que indicavam que Elias dirigia um Toyota Corolla que seguia a motocicleta utilizada pelo professor antes do desaparecimento.
A polícia também reuniu mensagens e depoimentos de pessoas próximas à vítima que ajudaram a esclarecer a relação entre os dois.
Diante das evidências, Elias acabou confessando participação no assassinato, mas alegou que não foi o responsável por tirar a vida do professor.
O próprio suspeito conduziu os investigadores até uma área de mata no bairro Novo Mato Grosso, em Várzea Grande, onde o corpo de Breno foi localizado. O ponto fica próximo da região onde ambos moravam.
O que chamou a atenção dos investigadores foi o comportamento do serralheiro. Conforme o delegado Bruno Abreu, Elias manteve uma postura fria durante todo o interrogatório, sem demonstrar remorso ou arrependimento pelo crime.
O professor Breno Humberto de Moraes, de 25 anos, estava desaparecido desde o dia 26 de setembro. A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias do assassinato e a possível participação de outras pessoas.
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