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A investigação da Polícia Civil apontou que um vizinho teria monitorado a rotina de Mizael da Cruz Paniz, de 45 anos, e cortado o cadeado do portão para facilitar a entrada dos criminosos que o mataram com 15 tiros, no Parque Universitário, em Rondonópolis. A descoberta levou à Operação Vizinho do Inimigo, deflagrada nesta terça-feira (13), que resultou na prisão do suspeito de efetuar os disparos. O vizinho segue foragido.
O crime ocorreu em 5 de setembro, dentro da residência da vítima. Segundo a polícia, dois homens chegaram em uma motocicleta, entraram no imóvel e surpreenderam Mizael no quarto. Os executores efetuaram 15 disparos de arma de fogo calibre 9 mm. A dinâmica, conforme os investigadores, indica uma ação planejada que impediu qualquer reação da vítima.
Durante as diligências, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificou um homem de 23 anos como o possível autor dos tiros. O segundo investigado, de 26 anos, teria acompanhado os movimentos de Mizael e cortado o cadeado para permitir o acesso à casa.
Com os elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou dois mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão. A 1ª Vara Criminal de Rondonópolis autorizou as quatro ordens judiciais.
Nesta terça-feira, os policiais encontraram e prenderam o suspeito de 23 anos em uma residência no Parque Universitário. No local, apreenderam porções de substâncias semelhantes à maconha e à cocaína, uma balança de precisão e mais de R$ 5 mil em dinheiro.
Além da prisão temporária no âmbito da investigação do homicídio, o homem também recebeu autuação em flagrante por tráfico de drogas.
A equipe cumpriu outro mandado de busca e apreensão na residência do investigado de 26 anos, no mesmo bairro, mas não o localizou. Os policiais continuam à procura dele.
A DHPP também busca identificar um terceiro envolvido, apontado como o piloto da motocicleta. A investigação prossegue para esclarecer a motivação do crime e apurar a possível participação dos suspeitos em uma facção criminosa com atuação no município.
O nome da operação faz referência ao fato de que os dois investigados identificados moravam nas proximidades da casa de Mizael. Segundo a polícia, essa condição teria facilitado o monitoramento da rotina e a execução do crime.
Conforme a Polícia Civil, o inquérito deverá ser concluído no prazo legal de 30 dias, com o indiciamento dos investigados pelos crimes apurados, de acordo com as provas reunidas.
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