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Amiga de chefão do CV preso é procurada por sequestro e plano de execução em Rondonópolis

Por RGT News

A prisão de João Batista Vieira dos Santos, conhecido como “Virgulino” e apontado pelas investigações como liderança do Comando Vermelho em Mato Grosso, voltou a colocar os holofotes sobre Dayane Souza de Oliveira, a “Baratinha”, procurada pelas forças de segurança e investigada por um caso de extrema violência ocorrido em Rondonópolis.

Virgulino foi preso nesta quinta-feira (3), em Assunção, no Paraguai. Conforme as investigações, ele mantinha uma relação de amizade com Baratinha e chegou a aparecer ao lado dela em registros feitos no Rio de Janeiro, em fevereiro deste ano.

Dayane acumula cinco mandados de prisão em aberto e já recebeu condenações que, somadas, ultrapassam 85 anos de reclusão por diferentes crimes.

Em Rondonópolis, o caso mais recente relacionado a Baratinha ocorreu em junho de 2023 e envolveu o sequestro de pai e filho, que teriam sido levados para uma residência no bairro Jardim Rui Barbosa.

Segundo as investigações, no dia 22 de junho daquele ano, criminosos mantiveram as duas vítimas em cativeiro e as agrediram com pauladas enquanto exigiam informações sobre o paradeiro de um homem que procuravam.

Pai e filho afirmavam não conhecer a pessoa procurada, mas, ainda assim, as agressões continuaram.

A situação ficou ainda mais grave quando integrantes do grupo teriam realizado uma videochamada para dentro de um presídio. Conforme apurado na investigação, durante o contato, os criminosos decidiram que pai e filho seriam levados até uma chácara para serem executados.

No entanto, mesmo lesionadas e com as mãos amarradas, as vítimas conseguiram reagir e fugir do cativeiro.

Baratinha aparece relacionada às investigações desse episódio e permanece procurada pelas forças de segurança.

VIRGULINO PRESO NO PARAGUAI

A captura de Virgulino ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva e reuniu forças brasileiras, paraguaias e norte-americanas. Participaram da ação a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da GCCO/Draco e da Polinter, a Polícia Nacional do Paraguai e a DEA, dos Estados Unidos.

Foragido da Justiça, Virgulino utilizava documentos e identidades falsas. No momento em que foi localizado, os policiais encontraram uma identificação falsa em nome de Raimundo Nonato.

As investigações apontam ainda que, mesmo escondido, ele continuava atuando nas redes sociais e mantendo contato com integrantes da facção. Publicações mostravam parte de sua rotina em academias, bares e viagens.

Em fevereiro de 2026, ele publicou registros feitos no Rio de Janeiro ao lado de Baratinha. Em outra publicação identificada durante as apurações, Virgulino apareceu com uma arma com características de fuzil.

O investigado também é apontado como participante da administração de recursos da facção e como coordenador estadual do esquema chamado “Raspa Brasil Nacional”.

Com a prisão no Paraguai, as autoridades devem adotar os procedimentos de cooperação internacional necessários para o cumprimento das ordens judiciais existentes contra Virgulino.

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