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Filha de bilionário da família Maggi Scheffer e marido são investigados por suposta ocultação de bens

Por RGT News

A empresária Rayssa Modolon Scheffer Santiago, filha do empresário Elusmar Maggi Scheffer, entrou na mira de uma investigação que apura uma suposta ocultação patrimonial envolvendo um apartamento de luxo avaliado em R$ 3,1 milhões, em Cuiabá.

Conforme petição apresentada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Rayssa e o marido, o empresário Nivaldo Sanches Santiago, teriam estruturado a aquisição do imóvel de forma que apenas ela figurasse como compradora, enquanto parte do pagamento teria sido realizada por uma empresa ligada ao Grupo Producampo, investigado por suposta sonegação fiscal na Operação False Flag, deflagrada em 2023.

O apartamento está localizado no Edifício Apogeo, um dos empreendimentos de alto padrão da capital mato-grossense. Segundo a PGE, o imóvel foi registrado exclusivamente em nome de Rayssa após orientação de Nivaldo, sob a justificativa de evitar que o bem sofresse eventuais restrições judiciais relacionadas aos problemas enfrentados pelo casal.


Durante as investigações, foi identificado um comprovante de transferência de R$ 125 mil, realizada em abril de 2022 por uma empresa do grupo diretamente à construtora Plaenge, responsável pelo empreendimento. Após ser oficiada, a construtora confirmou que o contrato de compra e venda, firmado em março de 2022, tinha Rayssa Modolon Scheffer Santiago como compradora oficial, pelo valor de R$ 3,1 milhões.

Ainda de acordo com a PGE, mensagens extraídas de um celular apreendido indicariam que o casal discutiu a forma de pagamento do imóvel e a necessidade de o nome de Nivaldo não aparecer na negociação, no cartório ou perante a Receita Federal. Para os investigadores, os elementos apontam para uma suposta tentativa de ocultação patrimonial e confusão entre bens particulares e recursos de empresas do grupo econômico.

Outro ponto destacado pela Procuradoria é que o contrato do apartamento foi assinado mais de um ano antes do casamento de Rayssa e Nivaldo, celebrado sob o regime de separação total de bens. Na avaliação da PGE, isso reforçaria a tese de que a estrutura da aquisição já teria sido planejada para desvincular o imóvel das empresas e dos demais investigados.

A ação integra um processo em que o Estado busca estender a cobrança de aproximadamente R$ 238 milhões em débitos tributários a empresas e pessoas físicas que, segundo a investigação, fazem parte de um mesmo grupo econômico. Além de Rayssa e do marido, outras empresas e integrantes da família Santiago também figuram entre os réus.

As investigações apuram supostos crimes como fraude tributária, corrupção, falsificação de documentos, falsidade ideológica e ocultação de patrimônio. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre as acusações, e os investigados têm assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa.

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