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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou R$ 354 bilhões em gastos públicos e renúncias fiscais durante a campanha eleitoral de 2026, conforme levantamento do jornal O Estado de S. Paulo. Essa cifra aumentou após o anúncio do perdão de dívidas para microempreendedores e promessas de repasses via Pix. O governo também implementou reajustes no Bolsa Família e outras medidas para atrair votos, apesar das críticas à legislação que limita ações eleitorais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou R$ 354 bilhões em gastos públicos e renúncias fiscais em meio à campanha eleitoral de 2026. Os números integram um levantamento do jornal O Estado de S. Paulo que monitora os desembolsos do governo federal neste ano.
A cifra bilionária disparou quando o petista anunciou o perdão de dívidas para microempreendedores individuais (MEIs) e prometeu repasses via Pix de até R$ 5 mil. A medida, de última hora, busca reverter a desvantagem do Palácio do Planalto no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).
A corrida pelo voto mobilizou uma sucessão de bondades às vésperas da votação. O governo concedeu reajuste de 15% no Bolsa Família, lançou o programa Desenrola 3.0, proibiu plataformas de apostas e liberou canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O presidente já havia criticado as travas da legislação durante ato político no Rio Grande do Norte em julho. “Papagaiada desgraçada”, declarou Lula sobre as restrições que proíbem inaugurações e distribuição de vantagens financeiras aos eleitores durante a disputa.
O pacote de despesas concentra R$ 180,6 bilhões em créditos e subsídios para categorias específicas, além de R$ 69,6 bilhões em benefícios sociais e R$ 68,5 bilhões em renúncias tributárias. A economista Selene Nunes, uma das autoras da Lei de Responsabilidade Fiscal, ressaltou que a conta das bondades recairá sobre a sociedade com inflação e juros altos.
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“Se o governo concede subsídio, assume risco ou se endivida, alguém paga essa conta, hoje ou no futuro”, afirmou a especialista ao Estadão. A Secretaria de Comunicação Social (Secom), da Presidência, negou o caráter eleitoreiro das ações e sustentou que os gastos mantêm políticas essenciais para a população.
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