
Comunicado: Para melhoria dos nossos serviços, o RGT News está realizando uma manutenção interna no site.
O esperneio do presidente Lula (PT) diante das chamadas “bombas fiscais” que avançam no Congresso Nacional contradizem iniciativas do próprio chefe do governo petista, que validou dez medidas que confrontaram exigências legais e constitucionais de controle de gastos públicos, no ano passado. Tal contrassenso do petista custará R$ 135,5 bilhões, até 2028. E foi exposto pelo Tribunal de Contas da União (TCU), na semana passada, ao apresentar ressalvas na aprovação das contas do governo Lula de 2025.
Reportagem do Estadão desta terça-feira (16) expôs a implosão da retórica petista, ao relatar que o TCU destacou que dez das 21 desonerações validadas pelo governo Lula renunciaram receita afrontando totalmente as regras que impõem uma previsão de impacto financeiro, de memória de cálculo detalhada e de compensação das perdas, em 2025.
A conta das medidas aprovadas já foi de R$ 4,2 bilhões, em 2025. E será ampliada para R$ 135,5 bilhões, até 2028, no próximo governo. Além disso, foram sangrados 5,98% do PIB, no ano passado, com R$ 759 bilhões em benefícios tributários, financeiros e creditícios concedidos. O resultado representa quase o triplo do déficit do governo em 2025 (R$ 58,7 bilhões) e poderia suprir o déficit previdenciário de R$ 321 bilhões do ano passado.
“A persistência dessas desconformidades esteve intrinsecamente ligada à atuação do Poder Executivo na edição de atos normativos próprios e na sanção de proposições legislativas sem assegurar, de forma tempestiva e integral, o atendimento das condicionantes fiscais e orçamentárias exigidas”, disse o TCU, em seu parecer.
A revelação acontece na semana seguinte ao governo Lula cobrar responsabilidade fiscal do Congresso Nacional e ameaçar recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar nove propostas em tramitação na cúpula do Legislativo, estimando uma “pauta-bomba” com impacto estimado em R$ 111 bilhões por ano para o Executivo.
Entre as normas apontadas pelo TCU como descumpridas nestas iniciativas de renúncias ficais atestadas por Lula estão: o artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), que manda estimar impactos no orçamento e nas finanças; o artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que obriga previsão de impacto e compensação pelas perdas; e os dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que impõem o detalhamento da memória de cálculo, a indicação expressa das compensações, metas estipuladas e limitação em cinco anos de objetivos e vigência da medida.
“Ao editar atos normativos próprios ou sancionar proposições legislativas sem estimativas robustas, sem memórias de cálculo suficientemente detalhadas, sem compensações tempestivas e sem parâmetros adequados de metas e acompanhamento, o Poder Executivo reduz a rastreabilidade do custo fiscal dessas políticas e enfraquece o controle sobre seus efeitos”, relatou o TCU, nas ressalvas para as contas de Lula do ano passado.
1. Baixe o card no botão abaixo.
2. Compartilhe nas suas redes sociais.
DEMONSTRAÇÃO DO CARD:
Saiba mais em rgtnews.com.br
1. Baixe o card no botão abaixo.
2. Compartilhe nas suas redes sociais.
DEMONSTRAÇÃO DO CARD:
Saiba mais em rgtnews.com.br
