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O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou medidas de contenção de despesas que atingiram programas sociais e benefícios dos brasileiros entre 2024 e 2026. A lista inclui bloqueios no Farmácia Popular, restrições ao crescimento do salário mínimo e mudanças que reduzem o alcance do abono salarial.
Em agosto de 2024, o governo bloqueou R$ 1,7 bilhão destinado à distribuição gratuita de medicamentos pelo Farmácia Popular. O bloqueio restringiu a disponibilidade de recursos naquele momento, sem representar o encerramento do programa. Em fevereiro de 2025, o Ministério da Saúde ampliou a gratuidade para todos os 41 itens do catálogo.
No salário mínimo, Lula sancionou, em dezembro de 2024, uma regra que limita o aumento acima da inflação a 2,5% ao ano até 2030. O piso continua com ganho real, mas o teto reduz o reajuste quando o crescimento econômico usado no cálculo supera esse percentual.
O abono salarial também passou por restrições. A partir de 2026, o limite de renda para receber o benefício passou a acompanhar a inflação, sem incorporar o aumento real do salário mínimo. Segundo projeção do Ministério do Trabalho divulgada pelo jornal Correio, a mudança pode deixar 4,56 milhões de trabalhadores fora do benefício até 2030.
No Bolsa Família, o número de famílias atendidas caiu de 20,8 milhões, em dezembro de 2024, para 18,7 milhões, em dezembro de 2025 — redução de 2,1 milhões. Conforme reportagem do Poder360, o governo atribui a queda ao aumento da renda das famílias. Revisões cadastrais e combate a fraudes também contribuíram para os desligamentos.
Já no seguro-defeso, Lula sancionou em maio de 2026 novas regras que estabeleceram um limite de aproximadamente R$ 7,9 bilhões para as despesas do ano. A legislação também reforçou os mecanismos de controle sobre o benefício destinado aos pescadores artesanais.
Em junho de 2026, os bloqueios alcançaram R$ 2,9 bilhões do Fundo de Arrendamento Residencial, que financia uma parte do Minha Casa, Minha Vida, e R$ 519,4 milhões do Pé-de-Meia, segundo o jornal A Crítica. Na ocasião, o Ministério das Cidades afirmou que não faltariam recursos para executar o programa habitacional. Esses bloqueios impedem o uso imediato das verbas, mas podem ser revertidos se houver espaço no orçamento.
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