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Prefeito de Cuiabá afirma que queda nos repasses federais pode comprometer as contas municipais e anuncia contenção de despesas na capital.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), fez um alerta sobre o cenário econômico de 2027 e afirmou que as prefeituras de Mato Grosso e de todo o Brasil precisarão apertar os cintos diante do risco de redução dos repasses do governo federal. Na avaliação do gestor, o próximo ano será marcado por dificuldades financeiras, exigindo contenção de gastos e cautela dos administradores municipais.
As declarações ocorrem após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Abilio avalia que o crescimento das despesas federais, somado às incertezas econômicas, poderá comprometer os recursos destinados aos municípios.
O prefeito destacou que muitas administrações projetam aumentos de despesas, principalmente com servidores, contando com um crescimento da arrecadação que nem sempre se confirma.
“2027 promete ser um ano economicamente muito difícil”, alertou Abilio.
Para demonstrar a preocupação, Abilio revelou que Cuiabá registrou uma frustração de aproximadamente R$ 100 milhões nos repasses federais previstos para 2026.
Segundo ele, apesar do crescimento da arrecadação própria, a diferença entre os valores esperados e os recursos recebidos comprometeu a capacidade financeira da prefeitura.
O gestor afirmou que a administração municipal já prepara medidas para controlar despesas e evitar o endividamento. Entre as principais preocupações estão os gastos com pessoal e outros compromissos permanentes.
Abilio também recomendou atenção à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece limites para despesas e endividamento dos municípios.
Vídeo:
O alerta ocorre em meio a dados preocupantes divulgados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).
Um estudo publicado em outubro aponta que o projeto do Orçamento Federal de 2027 prevê redução de 0,7% nos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), uma das principais fontes de receita de milhares de prefeituras brasileiras.
A entidade também identificou R$ 2,5 bilhões em recursos federais destinados aos municípios que estão contingenciados ou bloqueados no orçamento de 2026.
Esse cenário aumenta a pressão sobre as administrações municipais, especialmente nas áreas de saúde, educação e infraestrutura.
Embora os números indiquem dificuldades no planejamento financeiro, a redução efetiva dos repasses em 2027 dependerá da arrecadação federal e da execução do orçamento.
Na avaliação de Abilio, os prefeitos não devem assumir novos compromissos financeiros contando exclusivamente com a expectativa de aumento das transferências da União.
O alerta também interessa a municípios como Rondonópolis, que precisam equilibrar investimentos, manutenção dos serviços públicos e despesas com servidores.
O prefeito de Cuiabá defende que as administrações revisem suas projeções orçamentárias e evitem ampliar gastos permanentes sem garantia de receitas suficientes.
Para Abilio, a contenção antecipada será fundamental para impedir que uma eventual queda na arrecadação provoque desequilíbrio nas contas públicas em 2027.
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