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Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quer Alexandre de Moraes longe da investigação que resultou no cancelamento de seus passaportes. O senador recorreu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e colocou na mesa as ligações do ministro com pessoas e empresas citadas no próprio caso.
O principal questionamento envolve o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A defesa cita o contrato de R$ 130 milhões firmado entre o banco e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.
A defesa também cita um jato Legacy 650, usado por Flávio e pelo advogado Willer Tomaz em uma viagem dos Estados Unidos para Brasília, em janeiro de 2025. A aeronave pertence à Fraction 024, empresa com ligações societárias com Willer e com a Prime You, da qual Daniel Vorcaro foi sócio. Os advogados apontam ainda viagens de Moraes e de sua mulher em aeronaves ligadas ao empresário. É com base nessas conexões que tentam demonstrar um possível conflito de interesses do ministro na investigação.
Outro alvo do recurso é a justificativa de risco de fuga. Os advogados questionam o uso de declarações de Eduardo Bolsonaro e de atitudes atribuídas a Willer Tomaz para impor restrições ao senador.
Flávio teve os passaportes brasileiros cancelados depois de não cumprir a ordem de entrega dos documentos. Agora, a defesa tenta reverter o cancelamento dos documentos, derrubar a proibição de contato com Willer e passar a investigação para André Mendonça. O argumento é que o caso teve origem em apurações que já estavam sob responsabilidade do ministro. Os pedidos ainda aguardam decisão do STF.
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