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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou o mega roubo de mais de R$ 1 bilhão do sistema ligado ao Banco Central para reforçar suas críticas à segurança das urnas eletrônicas brasileiras. Em publicação nas redes sociais, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro comparou o ataque hacker — considerado o maior da história do sistema financeiro nacional — ao sistema eleitoral, alegando que ambos carecem de mecanismos mais robustos de proteção.
Segundo Flávio, “é impossível não fazer uma analogia com as urnas eletrônicas”, argumentando que há uma insistência em negar o debate sobre maior segurança no processo de votação, mesmo diante de falhas graves em sistemas altamente protegidos como o financeiro.
O senador relembrou que Jair Bolsonaro defende desde os tempos de deputado a necessidade de mais transparência nas eleições, e que essa bandeira legítima acabou sendo criminalizada por conveniência política. “Converteram isso em tentativa de descredibilizar o sistema eleitoral ou de atentar contra a democracia. É exatamente o contrário!”, escreveu.
O ataque citado por Flávio envolveu o sistema da C&M Software, empresa autorizada pelo Banco Central para intermediar transações como Pix, TED e DDA. De acordo com investigações da Polícia Federal e do Coaf, os criminosos aproveitaram uma falha na comunicação do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) para desviar os valores e convertê-los rapidamente em criptomoedas como Bitcoin e USDT.
O Banco Central confirmou a violação, determinou o corte imediato de acesso da empresa ao sistema e classificou o caso como o maior ataque cibernético já registrado no setor bancário brasileiro.
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