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Governo de Mato Grosso, Assembleia Legislativa e prefeituras vem adotando exonerações, contingenciamentos e fusões de pastas como medidas frente à projeção de queda na arrecadação com mudanças nacionais e de redução dos repasses federais.
No Executivo estadual, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que estrutura um projeto de fusão de secretarias para enxugar a máquina pública. Apenas nesta semana, a reestruturação resultou em cerca de 140 exonerações em autarquias, empresas estatais e secretarias.
Segundo o governador, nenhuma pasta ou serviço essencial será extinto, apenas reorganizado. “Nós vamos diminuir o tamanho da máquina, nós vamos economizar”, disse.
A intenção é também repassar mais recursos diretamente aos municípios, por meio de repasses fundo a fundo, para que as prefeituras executem as políticas públicas.
Nesta semana, o governo oficializou a exoneração de mais nove servidores de chefia, gerência e assessoramento na Empaer-MT e na Desenvolve MT.
Os desligamentos vieram um dia após um pacote de 115 exonerações de comissionados e ocupantes de funções de confiança em 16 órgãos estaduais, entre eles quatro secretários-adjuntos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
Em outra esfera de poder, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), disse nesta semana que a Casa também passará por exonerações e ajustes na estrutura para o próximo ano.
O plano será construído em diálogo com os novos deputados, que tomam posse em fevereiro de 2027.
Russi avaliou que o corte de despesas libera recursos para investimentos em obras e melhorias para a população. Sobre as exonerações no Executivo, ponderou que a medida é positiva desde que os cargos não voltem a ser preenchidos.
O movimento também alcança as prefeituras no Estado. O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), afirmou que, diante da perspectiva econômica negativa, a administração prepara medidas de contenção de despesas e ajustes administrativos.
“Cuiabá tem uma previsão de perder R$ 300 milhões para o próximo ano. Qual é o motivo disso? As mudanças nacionais. O governo federal está passando dificuldade financeira. Então, todos esses impactos impactam no repasse para o município”, repassou.
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