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Uma confusão amorosa envolvendo uma servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), um investigador da Polícia Civil e uma suposta amante terminou em caso de polícia no último dia 12 de outubro, em um condomínio de luxo no bairro Jardim Imperial, em Cuiabá. A servidora, que atua como gestora de uma vara no Fórum da Capital, acabou detida após uma tentativa de confronto com o ex-namorado.
Conforme o boletim de ocorrência, a confusão começou quando uma mulher procurou a servidora e revelou que mantinha um relacionamento com o investigador desde setembro de 2025. Para comprovar a história, ela teria apresentado mensagens, comprovantes de transferências bancárias para uma terceira mulher, fotos íntimas e até um vídeo de relações sexuais com o policial.
Diante das revelações, a servidora, que havia terminado o namoro cerca de duas semanas antes, decidiu ir até a residência do ex-companheiro acompanhada da mulher para tirar satisfação.
Ao chegarem ao condomínio, as duas foram informadas de que a servidora não tinha mais autorização para entrar. Mesmo assim, conseguiram acessar o residencial e seguiram até a casa do investigador.
Segundo a versão do policial, as mulheres teriam rompido a cancela, invadido a propriedade e pulado um portão de aproximadamente 1,9 metro. Em seguida, passaram a bater na porta e golpear a janela do quarto, exigindo que ele saísse para conversar.
O investigador permaneceu dentro da residência e acionou a segurança do condomínio. Os vigilantes conseguiram conter a servidora, enquanto a outra mulher deixou o local antes da chegada da Polícia Militar.
Versões diferentes
Em depoimento, a servidora negou ter danificado a residência e afirmou que tentou deixar o condomínio, mas encontrou a saída fechada. Ela também relatou que havia retomado o relacionamento com o investigador no final de fevereiro.
A mulher ainda acusou o ex-companheiro de um episódio anterior de violência e afirmou que não procurou a polícia por medo, justamente pelo fato de ele ser investigador da Polícia Civil. As alegações não foram confirmadas pelas autoridades nas informações divulgadas.
Após a confusão, os militares encaminharam a servidora para uma base da Polícia Militar, onde registraram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Ela foi liberada após assumir o compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal de Cuiabá para prestar esclarecimentos sobre o caso.
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