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A oposição no Senado já não trabalha com a expectativa de convencer o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a pautar um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Diante da resistência do senador, parlamentares começam a voltar as atenções para a próxima composição da Casa e para a sucessão no comando do Senado.
A avaliação entre oposicionistas ouvidos pelo Diário do Poder é que Alcolumbre não deve mudar de posição, mesmo diante da pressão de senadores que defendem o avanço dos pedidos contra Moraes.
De acordo com o apurado, a leitura desses parlamentares é que o presidente do Senado não estaria, neste momento, preocupado com eventuais reflexos dessa resistência na próxima eleição para o comando da Casa. Segundo uma fonte da oposição, Alcolumbre teria preocupações maiores, entre elas evitar que processos contra ele saiam das gavetas do grupo que, na avaliação desses senadores, hoje comanda o STF.
A dificuldade de interlocução com o presidente do Senado também virou motivo de reclamação e até piada entre parlamentares.
“Alcolumbre não recebe ninguém”, resumiu uma fonte ouvida pela reportagem.
A falta de resposta às tentativas de contato já virou até piada nos bastidores. Senadores brincam que só falta mandar um “oi, sumido” pelo WhatsApp. Mas, Alcolumbre “parece que visualiza e não responde”.
Sem perspectiva de mudança no comando atual, a oposição começa a direcionar a estratégia para a próxima composição do Senado. O grupo pretende concentrar esforços na eleição de senadores e trabalha com a meta de chegar a pelo menos 41 nomes de direita na Casa. O cálculo leva em consideração a renovação de dois terços do Senado na próxima eleição.
A sucessão de Alcolumbre na Presidência da Casa também entrou nas conversas. Entre os nomes discutidos pela oposição, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) aparece neste momento como a mais citada. A senadora é vista pelo grupo como um nome de consenso e com capacidade de diálogo para disputar o comando do Senado.
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