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Durante encontro com representantes da cultura regional, em Cuiabá, Mato Grosso, empresário assumiu compromisso de buscar investimentos por meio da Lei Rouanet; Zé Medeiros defendeu mais oportunidades para artistas independentes.
A riqueza cultural de Mato Grosso não está apenas nos grandes palcos. Está nas comunidades, nas tradições familiares e nos artistas que mantêm vivas manifestações como o siriri e o cururu. O desafio, segundo o empresário Odílio Balbinotti, é transformar esse patrimônio cultural em projetos com condições de receber investimentos.
Durante um encontro com artistas em Cuiabá, Odílio, primeiro suplente do Senador Zé Medeiros (PL), defendeu uma aproximação entre o setor produtivo e os grupos culturais. A proposta é conectar empresários, especialmente do agronegócio, a projetos que possam receber recursos por meio dos mecanismos de incentivo fiscal da Lei Rouanet.
“O que está faltando é uma conexão que precisa ser criada entre essas empresas, esses empresários e a cultura de Mato Grosso”, afirmou.
Odílio destacou que o Estado reúne grandes empresas e agroindústrias com potencial para apoiar iniciativas culturais. Segundo ele, a dificuldade de muitos artistas não está na elaboração dos projetos, mas na identificação de patrocinadores dispostos a destinar recursos.
O empresário assumiu o compromisso de organizar encontros entre representantes do setor produtivo e grupos culturais, com apresentações que permitam aos possíveis patrocinadores conhecer o trabalho desenvolvido pelos artistas.
Medeiros defende espaço para artistas independentes
Também presente no evento, o Senador eleito Zé Medeiros afirmou que o incentivo à cultura precisa alcançar quem está fora dos grandes circuitos de produção artística.
“A riqueza da cultura, às vezes, está no bairro, está lá na roça, está naquelas pessoas que fazem mesmo por gostar, por amar”, declarou.
Medeiros relatou ainda uma conversa com Mário Frias, ex-secretário especial da Cultura, sobre a possibilidade de ampliar o apoio aos artistas amadores e iniciantes em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
“Quando o cobertor é curto, a gente busca não desvestir quem mais precisa”, afirmou o parlamentar, ao defender uma distribuição de oportunidades que contemple também os pequenos grupos culturais.
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